Ir para o conteúdo
Equipamentos Locação Serviços Conteúdos A Move Contato Pedir cotação no WhatsApp
WhatsApp

Guia · 3 min de leitura ·

Bateria de lítio ou chumbo-ácido para empilhadeira: turnos, sala de carga e custo ao longo da vida

A química da bateria decide quantos turnos a máquina roda, se você precisa de sala de carga e quanto vai gastar em cinco anos. Um comparativo sem torcida, os cenários em que cada uma ganha e o que fazer com a bateria de chumbo-ácido que você já tem.

Fileira de baterias tracionárias conectadas a carregadores em uma sala de carga
Sala de carga de chumbo-ácido: espaço, ventilação e rotina que o lítio dispensa.

A Paletrans oferece as duas químicas na maior parte da linha, e a pergunta "lítio ou chumbo-ácido" chega toda semana. A resposta honesta é que as duas são boas e servem a operações diferentes. O que decide é o número de turnos, o espaço para carga e a disciplina de manutenção que a sua operação tem de verdade, não a que gostaria de ter.

Comparativo

Chumbo-ácidoLítio (LFP)
Custo inicialMenorMaior
Ciclo de cargaCarga completa de ~8 h mais resfriamento; carga parcial encurta a vidaCarga de oportunidade: parcial nos intervalos, sem dano
Turnos com uma bateriaUm turno; dois ou três exigem bateria reserva e trocaDois ou três turnos com cargas nos intervalos
Sala de cargaNecessária: ventilação, sem faísca, contenção de eletrólitoCarregador dedicado; sem liberação de gás em uso normal
ManutençãoNível de água, densidade, limpeza, equalizaçãoPraticamente nenhuma; monitoramento pelo sistema de gestão da bateria
Vida útil típicaEm torno de 1.200 a 1.500 ciclos, com rotina corretaVárias vezes a do chumbo-ácido
Perda de desempenho na descargaQueda de tensão progressiva; máquina "cansa" no fim do turnoTensão estável até perto do fim
PesoAlto; em contrabalançadas o peso faz parte do contrapesoMenor; máquinas projetadas para lítio compensam
RecuperaçãoElementos recuperáveis e substituíveis individualmenteMódulos; depende do fabricante

Quando o lítio ganha

  • Dois ou três turnos. Sem lítio, isso significa bateria reserva, troca de bateria (com talha ou carrinho) e sala de carga dobrada. Com lítio, a máquina carrega no almoço e no café.
  • Sem espaço ou sem condição para sala de carga. Galpão pequeno, área fria, ambiente alimentício ou farmacêutico.
  • Manutenção negligenciada. Se ninguém vai repor água e equalizar toda semana, o chumbo-ácido vai durar metade do previsto. O lítio não cobra essa disciplina.
  • Operação que não pode "cansar". Rampas, cargas pesadas no fim do turno, produtividade medida por hora.

Quando o chumbo-ácido ganha

  • Um turno com carga noturna. A bateria carrega a noite inteira, esfria e trabalha o dia seguinte. É o cenário mais comum nas indústrias e distribuidoras de Marília, Bauru e Lins.
  • Sala de carga já existente e adequada. O investimento já foi feito.
  • Rotina de manutenção que funciona. Com manutenção preventiva e recuperação, o chumbo-ácido entrega a vida útil de catálogo pelo menor custo inicial.
  • Frota antiga. Trocar a química numa máquina projetada para chumbo-ácido nem sempre é simples; a conta é feita caso a caso.

A conta de cinco anos

Coloque lado a lado, para o mesmo período:

  1. Custo da bateria (e da reserva, no chumbo-ácido para mais de um turno) e das trocas previstas pela vida útil.
  2. Custo da sala de carga e do carregador.
  3. Horas de mão de obra em manutenção da bateria e em troca de bateria por turno.
  4. Energia: o lítio carrega com mais eficiência.
  5. Custo da máquina parada por bateria descarregada às 15h, que é a "parada" mais comum de máquina elétrica. Veja quanto custa uma empilhadeira parada.

Em um turno bem cuidado, o chumbo-ácido costuma ganhar. Em dois turnos, o lítio costuma ganhar já no segundo ano. Em três turnos, o lítio ganha com folga. Fazemos essa conta com o cliente, com os números da operação dele.

E a bateria de chumbo-ácido que você já tem?

Não jogue fora antes de avaliar. Uma bateria que "não segura carga" muitas vezes tem elementos recuperáveis ou está sofrendo de carregador errado, carga incompleta e falta de água. A avaliação técnica mede densidade e capacidade por elemento e diz o que dá para recuperar, substituir ou se é hora de trocar. É a frente de origem da Move, e é feita no seu galpão em Marília, Bauru, Lins, Assis, Ourinhos, Tupã, Garça, Jaú e região.

Lítio na linha Paletrans

A contrabalançada PC25 sai de fábrica com lítio. A retrátil PR 1790i, a patolada PT 1645 Fast e o transpalete TE 25 aceitam as duas químicas. Vendemos, configuramos e mantemos as duas.

Perguntas frequentes

Bateria de lítio para empilhadeira vale a pena?

Vale em dois ou três turnos, sem sala de carga ou sem rotina de manutenção de bateria. Em um turno com carga noturna e manutenção em dia, o chumbo-ácido costuma ter o menor custo total. A conta é por turnos e ciclos, não por preferência.

O que é carga de oportunidade?

É carregar a bateria de forma parcial nos intervalos da operação (café, almoço, troca de turno) em vez de esperar um ciclo completo. O lítio aceita isso sem dano; o chumbo-ácido, não: carga parcial repetida sulfata e encurta a vida.

Posso trocar a bateria de chumbo-ácido da minha empilhadeira por lítio?

Em alguns modelos, sim, com bateria e carregador compatíveis e atenção ao peso, que em contrabalançadas faz parte do contrapeso. Em outros, não compensa. Avaliamos máquina por máquina antes de recomendar.

Bateria de chumbo-ácido precisa de sala de carga?

Sim. Na carga ela libera hidrogênio, então a área precisa de ventilação, distância de fontes de faísca, contenção para eletrólito e procedimento com EPI. É exigência de segurança e costuma ser exigência do seguro.

Escrito pela equipe técnica da Move Empilhadeiras, distribuidor e assistência técnica oficial Paletrans em Marília/SP. Atendemos Marília e região.

Continue lendo