Ir para o conteúdo
Equipamentos Locação Serviços Conteúdos A Move Contato Pedir cotação no WhatsApp
WhatsApp

Portfólio · 5 min de leitura ·

Reforma e retrofit de empilhadeiras: quando recuperar vale mais do que trocar

Desmontagem total ou parcial, troca ou recuperação de peças, pintura e acabamento. Modernizações, adequações e correção de falhas antes de investir em uma máquina nova. A conta que decide, o que entra em cada nível de reforma e o que um retrofit muda numa máquina de dez anos.

Técnico da Move Empilhadeiras trabalhando no compartimento do motor de uma empilhadeira Toyota
Avaliação de uma contrabalançada a combustão: a decisão entre reforma e troca começa aqui.

Uma empilhadeira bem construída dura vinte anos. O que acaba antes é a paciência do gestor com uma máquina que quebra toda semana, e é nesse ponto que a decisão errada costuma ser tomada: trocar por uma nova quando uma reforma resolveria, ou insistir em corretivas quando a máquina já pede reforma completa.

Este é o terceiro artigo sobre o nosso portfólio. Explica o que fazemos em reforma e retrofit, a conta que usamos para recomendar (ou não) e o que esperar do processo.

Reforma: os três níveis

"Reforma" cobre de uma tarde de oficina a semanas de trabalho. Separamos em três níveis para o orçamento não ser uma surpresa.

NívelO que entraPara quem
ParcialDesmontagem de um sistema (hidráulico, elétrico, tração ou mastro), troca ou recuperação das peças daquele sistema, testes.Máquina com uma falha crônica localizada e o resto em ordem.
GeralDesmontagem total, avaliação peça a peça, troca ou recuperação, pintura e acabamento, remontagem e testes de carga.Máquina com estrutura íntegra e desgaste generalizado, geralmente acima de 8 mil horas.
Estética e segurançaPintura, adesivos, sinalização, proteções, faróis, strobe, buzina, cinto, retrovisores.Máquina mecanicamente boa que precisa voltar ao padrão da NR-12 ou ao padrão visual da empresa.

Em todos os níveis, o que sai da oficina é uma máquina testada com carga e com ordem de serviço detalhando o que foi feito. Isso entra no histórico do equipamento e vale na hora de vender a máquina ou de renegociar um contrato de manutenção.

Retrofit: modernizar sem desmontar tudo

Retrofit é trocar a tecnologia de um sistema mantendo a máquina. Os casos mais comuns na região:

  • Controladores e elétrica. Substituir um controlador obsoleto, sem peça de reposição, por um atual; refazer chicote e conectores; trocar contatores mecânicos por versão atual.
  • Adequação à NR-12. Proteções, sinalização sonora e luminosa, cinto de segurança, sensor de presença do operador, sistema de travamento.
  • Correção de falhas de projeto ou de aplicação. Uma máquina que sempre quebra a mesma peça está pedindo uma mudança, não outra peça igual.
  • Melhorias de produtividade. Câmera no garfo, display, iluminação de trabalho, ajustes de velocidade e de rampa de aceleração por software.

A conta que decide: reformar ou trocar

Não existe percentual mágico, mas existe um método. Colocamos lado a lado:

  1. O custo da reforma, com peças, mão de obra e a locação de reserva durante o serviço.
  2. O valor de uma máquina nova equivalente, ou de uma seminova revisada.
  3. O estado da estrutura: chassi, mastro, contrapeso e cilindros. Se a estrutura está comprometida, a reforma não se paga.
  4. A disponibilidade de peças para os próximos anos. Reformar uma máquina cujo fabricante saiu do Brasil pode significar reformar de novo em dois anos.
  5. O custo da hora parada daquela máquina na sua operação, que define quanto vale a pena gastar para ela nunca mais parar. Veja quanto custa uma empilhadeira parada.

Quando a reforma custa uma fração pequena da máquina nova e a estrutura está boa, reformar ganha com folga. Quando os dois números se aproximam, a nova ganha pela garantia, pela tecnologia e pela previsibilidade. No meio, a resposta depende da operação, e é por isso que avaliamos antes de orçar.

O procedimento, etapa por etapa

Reforma não é improviso de oficina. O roteiro abaixo é o procedimento escrito que a nossa equipe segue em toda retrátil que entra, e é o mesmo documento usado no treinamento dos técnicos.

  1. Entrada. Fotos do equipamento como ele chegou, análise do funcionamento, check-list de entrada e fotos das montagens específicas daquela máquina — é o que evita discussão depois sobre o que já estava ali. Só então o serviço contratado é confirmado.
  2. Desmontagem. Porta-garfos e deslocador, cilindro central, torre e cilindros laterais desmontados no chão, carrinho retrátil, rolamentos de torre e suas tampas, mangueiras hidráulicas, quadro elétrico (com atenção a contatoras, chicotes e conectores que serão trocados), motores, tanque hidráulico, cilindro retrátil e, se for o caso, a transmissão. As peças saem separadas em quatro grupos: galvanização, conserto, reaproveitamento e troca.
  3. Recuperação e pintura. Todas as peças lavadas e descontaminadas para pintura, serviços de recuperação, limpeza e solda, e só então a pintura. As adaptações e peças que dependem da pintura entram antes de ela terminar — deixar para depois significa lixar de novo o que acabou de sair da cabine.
  4. Montagem. Rolamentos de torre conforme procedimento próprio, quadros de torre, cilindros laterais montados no chão, carrinho retrátil no lugar. Batentes e placas de atrito do retrátil são regulados antes de a torre entrar: depois dela, o acesso fecha. Então cilindro retrátil, cilindro de inclinação, torre sobre o carro, tanque, hidráulica, motores, freios e quadro elétrico.
  5. Testes finais. Quadro elétrico, tração, freio e hidráulica testados primeiro com a máquina suspensa e depois repetidos com ela no chão, simulando a operação real. Só aí a máquina é preparada para a entrega.

A máquina volta com ordem de serviço digital: foto, horário e descrição do que foi feito, num histórico que fica preso ao equipamento e não ao chamado. Isso vale na hora de vender a máquina, de renegociar um contrato ou simplesmente de saber o que já foi trocado.

Reforma não tem limite de distância

O atendimento em campo é regional. Reforma é diferente: a máquina vem para a oficina em Marília, de onde estiver. Se a logística fizer sentido para o cliente, fazemos o serviço — não há limite de distância, porque quem se desloca é o equipamento, não a equipe.

Em reformas parciais, quando o sistema a recuperar é um só e a máquina não pode viajar, o serviço pode ser feito no galpão do cliente, dentro da região que atendemos em campo.

Reforma de máquinas de outras marcas

A oficina reforma STILL, Linde, Hyster, Toyota, Yale, Hangcha e Heli, além da Paletrans. Em máquinas elétricas, a recuperação de motores CC e CA, controladores e baterias é feita internamente; serviços de retífica e rebobinamento pesado são encaminhados a parceiros e orçados à parte.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva uma reforma geral de empilhadeira?

Depende do estado da máquina e da disponibilidade de peças. Uma reforma parcial pode ser resolvida em dias; uma geral, com pintura e troca de sistemas, leva semanas. O prazo vai escrito no orçamento, e cobrimos a janela com locação quando há disponibilidade.

A reforma tem garantia?

Sim: 90 dias sobre o serviço executado, conforme o Código de Defesa do Consumidor. Casos específicos são avaliados à parte, e o que vale para cada serviço fica detalhado na ordem de serviço.

Vocês reformam máquina de outras regiões?

Reformamos. Na reforma quem se desloca é a máquina, não a equipe. O cliente envia o equipamento para a oficina em Marília de onde estiver — o que define é a logística fazer sentido para ele.

Dá para converter uma empilhadeira a combustão em elétrica?

Tecnicamente é um projeto de engenharia caro e raramente compensa. Na prática, a troca por uma contrabalançada elétrica nova ou seminova costuma sair melhor. Fazemos essa conta com o cliente antes de qualquer decisão.

Vocês fazem só a pintura?

Fazemos. Pintura e acabamento entram no nível estético, junto com sinalização e itens de segurança, e podem ser feitos sozinhos numa máquina mecanicamente boa.

Escrito pela equipe técnica da Move Empilhadeiras, distribuidor e assistência técnica oficial Paletrans em Marília/SP. Atendemos Marília e região.

Continue lendo